quinta-feira, junho 15, 2006

Arquivo Maio 2006 - 5ª Semana

- 31/05 - O governo boliviano começou a notificar as cerca de cem famílias brasileiras que possuem terras em regiões fronteiriças da Bolívia para que regularizem suas propriedades no país, informou o vice-ministro de Terras, Alejandro Almaraz (FSP).

- Apesar das críticas de integrantes do governo boliviano à Petrobras, o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, afirmou ontem que as negociações sobre a questão do gás entre Brasil e Bolívia estão correndo "extremamente bem", e agora os dois países estão falando "a mesma linguagem" (FSP).

- Mais de 600.000 estudantes secundaristas do Chile fizeram greve ontem por melhores condições na educação pública, na maior manifestação estudantil do país desde 1972. Protestos nas proximidades do Palacio de la Moneda, sede da presidência, em Santiago, terminaram em confrontos com a polícia. Houve 12 feridos e mais de 300 detidos (FSP).

30/05 - A sensibilidade que começa a se desenvolver com relação à América Latina vem fazendo com que os investidores reavaliem seus compromissos. "Onde existe qualquer risco de que as coisas vão pelo caminho da Bolívia os investimentos estão suspensos", disse Stephen Donehoo, que assessora investidores para a Kissinger McLarty, nos EUA (FSP).

- O presidente da Bolívia, Evo Morales, retirou ontem as forças militares que ocupavam instalações de energia do país desde a nacionalização das reservas de hidrocarbonetos, decretada no último dia 1º (FSP).

- O segundo turno da campanha presidencial peruana chega à sua última semana com episódios diários de violência e trocas de insultos. O temor de mais confrontos aumentou depois que o presidente Alejandro Toledo afirmou, no último fim de semana, que teme a ocorrência de "conflitos pagos" no domingo, dia da votação (FSP).

- Irritado com a participação de militares em um ato em defesa da "luta contra a subversão" na ditadura, o presidente argentino, Néstor Kirchner, afirmou ontem que quer soldados "distantes do terrorismo de Estado" (FSP).

29/05 - A disputa pública que desencadeou conflitos de rua e resultou na expulsão da siderúrgica brasileira EBX da Bolívia pelo presidente Evo Morales esconde uma luta pela megajazida de minério de ferro de Mutún, estimada oficialmente em ao menos US$ 40 bilhões. O governo cancelou a licitação, preparada pela gestão anterior, sob a alegação de que a empresa de Eike Batista e o banco francês BNP Paribas manipularam o processo para obter a vitória (FSP).

- A EBX nega que a implantação da siderúrgica na mesma região de Mutún estivesse relacionada com a licitação para explorar a jazida de minério de ferro e rechaça tráfico de influência nos governos pré-Evo Morales, responsáveis pelo processo (FSP).

- Principal aliado de Evo Morales, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem demonstrado interesse em participar da exploração de Mutún, embora nenhuma empresa de seu país tenha participado do novo processo licitatório, que privilegia o uso do gás natural (FSP).