terça-feira, maio 23, 2006

Arquivo Maio 2006 - 4ª Semana

27/05 - Os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, reuniram-se ontem na região cocaleira do Chapare para anunciar, entre outras medidas, um pacote de investimentos em gás e petróleo com um aporte inicial de US$ 1,5 bilhão por meio da PDVSA, a gigante petroleira venezuelana. É o mesmo valor investido pela Petrobras Bolívia, atualmente a maior empresa do país, junto com suas sócias (FSP).

- O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, disse em Salvador que acha "muito difícil" a estatal venezuelana PDVSA substituir a empresa brasileira na Bolívia, "em função do mercado nacional, que é o principal destinado do gás boliviano" (FSP).

26/05 - No primeiro grande ato pela reeleição e diante de milhares de pessoas arregimentadas por seus apoiadores, o presidente da Argentina, Néstor Kirchner, discursou ontem na praça de Maio, a principal do país, fez um balanço de seus três anos de gestão e reivindicou para si a "mística peronista" do líder de massas (FSP).

25/05 - O preço do trigo vem subindo no mercado externo e pressionando os preços também no mercado argentino, grande exportador do produto. Para evitar a alta interna dos preços, o governo Kirchner, após ameaçar a proibição das exportações, fez o setor se comprometer a fazer uma auto-regulação. Essa auto-regulação significa que deve ser garantida maior oferta de trigo e de farinha no mercado interno e redução do produto a ser exportado (FSP).

- Depois de dois dias de reunião em Buenos Aires, com o acompanhamento contínuo do presidente Hugo Chávez desde Caracas, os sócios do Mercosul declararam "concluídas" ontem as negociações para a entrada da Venezuela como membro pleno do bloco (FSP).

O presidente da Bolívia, Evo Morales, reagiu às críticas do colega norte-americano, George W. Bush, para quem seu governo atenta à democracia, assim como o do venezuelano Hugo Chávez.
Morales assegurou que seu governo, "contrariamente à opinião" de Bush, "fortalece a democracia com iniciativas como a Assembléia Constituinte nacional, proposta pelo presidente boliviano (FSP).

- A Argentina está disposta a aceitar um aumento do preço do insumo energético, que passaria de US$ 3,18 por milhão de BTU (unidade de medida de energia) para algo entre US$ 5 e US$ 5,5.
Desse modo, o Brasil ficará isolado, se o aumento foi acertado (FSP).

- O Comitê Político da União Pelo Peru, de Ollanta Humala, tomou a decisão de "distanciar" seu candidato do presidente Hugo Chávez, da Venezuela. As avaliações internas, com base inclusive em opiniões de analistas independentes, concluíram que a idéia de proximidade com Chávez teria atuado como fator de desgaste. Os peruanos, em sua maioria, são contra o que consideram intervenção do mandatário venezuelano em questões suas e o candidato à frente nas pesquisas, o ex-presidente Alan GarcÍa, não perdeu tempo em usar essa carta (FSP).

- Três anos depois de ser eleito com apenas 22% de votos, o presidente Néstor Kirchner vai testar hoje seu poder político e seu apelo popular em um ato na praça de Maio. A intenção da Casa Rosada é levar ao menos 100 mil pessoas para ouvir Kirchner falar na cerimônia de comemoração do Dia da Pátria (FSP).

23/05 - Em uma viagem planejada mais para normalizar as relações diplomáticas do que para solucionar impasses em torno do gás, o chanceler Celso Amorim ouviu ontem do presidente boliviano, Evo Morales, um pedido para agilizar as negociações em torno dos termos da nacionalização e do preço do produto exportado ao Brasil (FSP).

- O debate dos candidatos à presidência do Peru, no domingo, terminou em empate. Para analistas, o social-democrata Alan García, que tem 56% das intenções de voto, venceu o debate (FSP).

22/05 - Dias antes de comemorar três anos de governo num ato público onde espera contar com a presença de 100 mil pessoas, o presidente argentino, Néstor Kirchner, fez um balanço de seu mandato, evitou responder se é candidato à reeleição -em 2007-, mas disse que sua mulher, a senadora Cristina Kirchner, "tem todas as condições" para o cargo (FSP).

21/05 - A pobreza da Bolívia contrastou, durante muito tempo, com a riqueza de um de seus filhos, Antenor Patiño, o "rei do estanho", nascido nos últimos anos do século 19 e considerado um dos homens mais ricos de seu tempo. (FSP).

- O ex-chefe de espionagem do governo de Alberto Fujimori, Vladimiro Montesinos, disse ontem que a rebelião militar liderada pelo hoje candidato nacionalista à Presidência do Peru Ollanta Humala, há seis anos, foi uma "farsa, uma operação de enganação e manipulação" para "facilitar minha fuga do país". Humala nega (FSP).