Arquivo Janeiro de 2006
30/01 – Hugo Chávez defendeu no Fórum Social Mundial aa criação de uma frente internacional de governos de esquerda e movimentos sociais contra os EUA e pregou um posicionamento político do Fórum
29/01 – “Mil vezes já vi, li e ouvi: a Bolívia é um país incompreensível, ingovernável, intratável, inviável. Os jornalistas que o dizem se enganam de “in”: deveriam confessar que, para eles, a Bolívia é um país invisível” (Artigo Eduardo Galeano – FSP)
26/01 – Evo Morales designa novos comandantes das Forças Armadas e é criticado porque “saltou”duas gerações de generais – cerca de 20 – que, segundo a hierarquia militar, deveria ter sido promovidos. Parte dos militares destituídos estão sendo investigados pelo envio de 28 mísseis antiaéreos portáteis do Exército para que fossem destruídos nos EUA, em outubro de 2005, sem autorização expressa do Executivo. Um dia depois da destituição e designação e designação do novo comando das Forças Armadas, o ministro da Defesa, Walker San Miguel, pediu aos militares que se subordinassem ao governo do presidente Evo Morales (FSP)
- Fórum Social Mundial vive uma “crise de adolescência”, segundo definição da representante do Fórum Social das Américas, Irene Leon. “Ainda não sabemos como desenvolver um diálogo mais impactante entre nós. Como desenvolver aglutinações? Temos que estimular mais o confronto entre nós. O método que temos não avançou suficientemente”. – Depoimento Cândido Grzybowski, integrante brasileiro do Conselho Internacional do encontro (O Globo)
25/01 – Os sucessivos êxitos de candidatos de esquerda em recentes eleições latino-americanas refletem uma reação a duas tendências. A primeira é a estagnação, que já dura quase dez anos, dos mecanismos que procuram diminuir uma injusta distribuição de renda. A segunda está no esgotamento de um modelo recomendado pelo Banco Mundial e que consiste em dar renda mínima aos mais pobres, sem reconhecer a necessidade de universalização de serviços públicos de qualidade. – Entrevista de Lena Lavinas, professora do Instituto de Economia da UFRJ (FSP)
- “A democracia interna latino-americana acaba sendo limitada pela falta de democracia existente no controle do mercado internacional. As escolhas dos povos latino-americanos são constantemente ameaçadas pelo setor bancário internacional”. – Depoimento Norman Birnbaum, expoente da esquerda americana (FSP)
- Morales e Chávez, além dos mais moderados presidentes de esquerda do Brasil, da Argentina e do Uruguai chegaram ao poder em parte graças a um discurso que aproveitou a profunda irritação das populações com a influência política, militar e econômica dos EUA sobre seus países. (Artigo de Bill Cormier da AP – FSP)
- Evo Morales designou ontem os novos membros das cúpulas militar e policial, em meio a fortes críticas de setores afastados do poder após a chegada do Movimento ao Socialismo (MAS) ao governom (O Globo)
- Criado como uma alternativa popular a governos e grandes empresas, o Fórum Social Mundial no país do presidente Hugo Chávez está enfrentando a sombra do governismo na Venezuela. É a primeira vez, em seis anos, que o FSM perde a autonomia financeira (O Globo)
24/01 – O novo ministro de Hidrocarbonetos (gás e petróleo) da Bolívia, empossado ontem, Andres Soliz Rada, acusou recentemente o presidente Lula de traição por não cumprir promessas com seu país. Ele acusou a Petrobrás de ser responsável pelo desmantelamento da estatal boliviana de petróleo, YPFB, hoje uma entidade residual, apesar de já ter detido o monopólio do setor. Apesar das críticas no passado, prometeu uma relação absolutamente especial com a estatal brasileira. “Com a Petrobrás haverá acordos”- disse ele (FSP)
- Um dia depois de ter assumido a presidência, o novo homem forte da Bolívia, Evo Morales, designou os ministros de seu governo. Evo escolheu nomes que simbolizam a luta social de setores de enorme peso no país, entre eles, os minneiros e movimentos da cidade de El Alto. Foi criado o cargo de ministro das Águas (O Globo)
- Começa 6o. Fórum Social Mundial, em sua etapa americana (outras ocorrem na Ásia e na África), em Caracas, na Venezuela. Principal comitê tem duas correntes: uma defende concepção original do evento e a outra, adaptação (FSP)
23/01 – Primeiro representante da maioria indígena do país a chegar à Presidência da Bolívia, Evo Morales tomou posse ontem reafirmando que os recursos naturais do país “devem ser transferidos para as mãos do Estado boliviano”. A Bolívia tem a segunda maior reserva de gás natural da América do Sul, mas é um dos países mais pobres do continente (FSP)
- Evo Morales criticou ontem, no seu discurso de posse, a privatização dos serviços básicos, como o de águas e do setor de energia. “Na Bolívia, o modelo neoliberal não pode perdurar. Pediram-me para acabar com o radicalismo sindical; temos de acabar é com o radicalismo neoliberal”- disse (O Globo)
- O presidente Hugo Chávez coloca a Venezuela no Mercosul e faz disso mais um gesto contra o imperialismo ianque. Já no Uruguai, membro do Mercosul...seu presidente discute a possibilidade de fechar acordo de livre comércio com os EUA (ESP – Carlos Alberto Sardenberg)
22/01 - Posse de Evo Morales na Presidência da Bolívia
- Citgo, subsidiária americana da estatal petrolífera venezuelana PDVSA, sofre efeitos da rixa entre Caracas e Washington (FSP)
- Evo Morales foi proclamado ontem a autoridade máxima indígena da Bolívia em uma cerimônia mística dirigida por sacerdotes das distintas etnias do país, num santuário pré-colombiano de Tiahuanaco (O Globo)
- Os primeiros seis meses do governo de Evo Morales tendem a ser marcados por três grandes frentes: a convocação e a eleição da Assembléia Constituinte, a renegociação dos contratos de exploração de gás e petróleo com as empresas estrangeiras e a reestruturação do governo, com a criação e extinção de ministérios (FSP)
- Semana passada, o Brasil nunca pareceu tão submisso ao comando da Venezuela: aceitou a criação de um Banco do Sul, no qual os países depositarão metade de suas reservas cambiais; a construção de um gasoduto; a discussão de um pacto militar do Sul e até resolveu protestar contra os EUA por supostos vetos à compra de aviões da Embraer (O Globo – Miriam Leitão)
21/01 – A renovação política boliviana atingiu em cheio o Congresso, onde apenas 17 dos 157 deputados e senadores conseguiram se reeleger – somente 11% do total. O Movimento ao Socialismo (MAS) elegeu os presidentes do Senado e da Câmara. Os socialistas têm a maior bancada, com 84 membros (FSP)
- Estima-se que 200 mil pessoas presenciarão o ato em que o líder do Mas será empossado amanhã (O Globo)
20/01 – Os presidentes do Brasil, Argentina e Venezuela discutira ontem em Brasília a criação de um órgão de segurança da América do Sul, a implantação de um banco comum, com reservas dos três países, e o projeto de um gasoduto de quase 10 mil quilômetros que passe por vários pontos do continente (FSP)
- Argentina pressiona o Brasil a aceitar um instrumento que imporá barreiras às exportações nacionais para o país vizinho sempre que sua elevação ameace a indústria local. Governo brasileiro admite o mecanismo, desde que ele tenha amplitude bem mais restrita que a pretendida por Kirchner (FSP)
- Nome certo do futuro governo Morales, o sociólogo Juan Ramón Quintana vê a chamada crise dos mísseis como um exemplo da subserviência aos EUA que deve acabar a partir da posse do líder socialista, neste domingo (FSP)
- A três dias da posse, Evo Morales recebeu ontem relatório nada animador de sua equipe de transição sobre a situação dos ministérios e outras instituições estatais. “Se quisermos nacionalizar os recursos naturais, é necessário nacionalizar primeiro o Poder Executivo”- disse (FSP)
17/01 – A presidente eleita do Chile, Michelle Bachelet, afirmou ontem que sua política externa irá priorizar as relações com a América Latina e disse ver “compatibilidade”entre Alca e Mercosul (FSP)
- “Bachelet é a antítese do populismo”- avalia a economista chilena Marta Lagos, co-fundadora e diretora-executiva da Latinobarómetro (FSP)
- Bachelet deve se aproximar do Brasil, único país que pode controlar os eventuais arroubos de Evo Morales (O Globo)
- A América Latina este ano enfrentará várias perguntas desconcertantes. Só há uma certeza: não existem respostas simples para a região (O Globo – Miriam Leitão)
16/01 – Bachelet venceu a eleição presidencial do Chile. Ela tinha 53,23% dos votos com a apuração encerrada em 67,31% dos locais de votação (FSP)
15/01 - “Fórmulas mágicas para acelerar o crescimento e erradicar a pobreza”são fantasias. Introdução do relatório “Progresso Econômico e Social da América Latina”divulgado pelo BID (FSP)
- Os chilenos vão às urnas hoje para decidir entre a médica Michelle Bachelet e o empresário de direita Sebastián Piñera, quem será o presidente do Chile, em uma votação em segundo turno (FSP)
14/01 – O líder cocaleiro Evo Morales, que toma posse no dia 22, prometeu estabilidade jurídica aos empreendimentos da Petrobrás, em conversa ontem com Lula e o presidente da estatal (FSP)
- Apesar da oferta do Mercosul para que, a exemplo da Venezuela, a Bolívia entre para o bloco como membro pleno, Evo Morales disse que vai analisar "se vale a pena". Segundo ele, a redução de tarifas de importação, a base econômica do bloco, "provou ser boa para as minorias, mas não para as maiorias e o seu será um governo para maiorias".
- Hernan Salinas, assessor da campanha de Piñera, sugeriu que a adversária Bachelet represe4nta a esquerda que o mercado teme (FSP)
13/01 – O empresariado chileno investiu pesadamente na campanha da cândida socialista à Presidência do Chile, Michelle Bachelet (FSP)
12/01 – Depois de visitar Fidel Castro e Hugo Chávez, o presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, reuniu-se com embaixador dos EUA em La Paz, David Greenle (FSP)
09/01 – Por que a esquerda latino-americana não consegue prestar atenção nos colegas chilenos? Sim, colegas, porque a esquerda chilena está no poder há quatro mandatos presidenciais e perto de emplacar o quinto (ESP – Carlos Alberto Sardenberg)
06/01 – Brasil propõe que Bolívia entre no Mercosul (FSP)
04/01 – A Venezuela assumiu o controle de 32 campos petrolíferos operados por empresas privadas, numa iniciativa que elevará sua receita fiscal, mas que poderá prejudicar os investimentos futuros, necessários para aumentar a produção do país, quinto maior exportador mundial de petróleo (FSP)
01/01 – Oposição a Evo Morales promete bloquear gasoduto se novo governo barrar exploração de jazida de ferro em Puerto Suarez, a 10 km de Corumbá (FSP)
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